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TGCA manual de uso

Camada de dados que demonstra a evolução temporal de um indicador

Em demografia, a Taxa Geométrica de Crescimento Anual mede a "velocidade" média com que uma população cresceu ou diminuiu a cada ano dentro de um período específico.

Ela não mostra apenas se a população aumentou, mas o ritmo anual desse aumento ou queda ao longo dos 12 anos que separam os dois Censos (2010 a 2022).

O Censo 2022 mostrou que o Brasil está passando por uma transição demográfica acelerada.

Isso significa que você vai se deparar com taxas negativas com muita frequência.

Como utilizar a Taxa de Crescimento

TGCA é a medida padrão para analisar variações populacionais em intervalos intercensitários, ou seja, compara Censo com Censo.

A premissa central é que Censo se compara com Censo, por isso o cuidado em demonstrar a variação entre as medições de 2010 e 2022.

Você pode escolher entre

  • Domicílios - que apresentaram crescimento significativo
  • População - que apresentou um crescimento marginal
  • Renda¹ - em muitos casos, apresentou queda quando ajustada pela inflação²

(1) Apenas a informação de Renda está sendo comparada entre 2010 e 2025 por ser um dado que foi, em grande parte, reconstruído pela Mapfry.

(2) Correção pelo IGP-M com data inicial em 08/2010 e data final em 08/2025. Índice de correção no período 2,75.

Cuidados

O maior perigo no cálculo da TGCA é ignorar as alterações de fronteiras, sendo que, entre 2010 e 2022, ocorreram milhares de desmembramentos, fusões e redefinições de municípios a setores censitários.

Esse risco é inteiramente mitigado pela geometria hexagonal, adotada pela Mapfry desde 2021, que permite definir áreas altamente comparáveis, uma vez que o território dividido é reagrupado em hexagrids.

O principal foco da análise é o território, portanto ele não diz, por exemplo, que as famílias residentes num determinado local cresceram de 2010 a 2022, mas que a quantidade de pessoas dentro daquela área aumentou.

Esse crescimento pode ter vindo de migrações, realocações e outros fenômenos que pouco têm a ver com natalidade, ainda que essa também possa ser uma possibilidade.

Quanto à contagem de domicílios, pode acontecer um aumento em função da mudança de estrutura familiar, saindo de famílias numerosas residindo em casas com 5 pessoas, passando a indivíduos ou casais vivendo em apartamentos tipo studio.

Sobretudo a renda, deve ter suas variações analisadas com cuidado, quando ela cai, significa que o poder de compra ajustado pela inflação diminuiu no período, não que as pessoas ganham menos ou que a região está decadente.

Aumentos em renda podem mais sinalizar um novo perfil de morador numa região, algo também chamado de gentrificação, do que o real aumento no poder de compra dos residentes ao longo do tempo. O que também é possível, ainda que menos comum.

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